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Chocolate |
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| Processo do cacau | processo do chocolate | ingredientes |
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Na fase estritamente industrial um número maior
de etapas são necessárias. Independente do seu
uso, todos os grãos passam obrigatoriamente por
uma limpeza, torrefação, descasque e moagem. A
partir da moagem o processo pode seguir por
diferentes vias. |
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Ao chegar às fábricas, as amêndoas passam por um
controle de qualidade e por uma limpeza que visa
a eliminação de impurezas, tais como sujeira das
sacas, galhos, pedrinhas, areia, dentre outros
contaminantes físicos, que é feita mecanicamente
através de um sistema de escovas e peneiras. Em
seguida são torradas. Esse é o primeiro passo
crítico no desenvolvimento de aroma que provém
diretamente da fabricação: o aroma de torrado.
Existem duas abordagens principais para a
torragem: a primeira é a torra por um curto
período de tempo em alta temperatura, que produz
um forte sabor de chocolate, mas elimina
qualquer nota aromática sutil, como as florais,
além do risco do desenvolvimento de sabor de
queimado ou de torrado em excesso. A segunda é
torrar lentamente em temperaturas mais brandas,
o que permite a manutenção de sabores mais
delicados, mas pode fazer com que não seja
desenvolvido o sabor base do chocolate. Após a
torrefação é feito o descasque. Nessa etapa uma
máquina remove as cascas, deixando as sementes
limpas, que são chamadas NIBs. Na sequência os
NIBs são moídos por rolos de diversos tamanhos
até se obter uma massa de partículas finas
chamada de pasta, massa, ou licor de cacau. |
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Curvas de cristalização para temperagem do
chocolate amargo (Noir), ao leite (Au Lait) e
Branco (Blanc). Depois da moagem, a massa de
cacau pode seguir dois caminhos: ou vai para a
prensagem, ou recebe a incorporação de mais
manteiga de cacau. Na prensagem é extraída a
manteiga de cacau, que deixa para trás uma massa
sólida, que é pulverizada em cacau em pó. A
manteiga de cacau é reservada para ser
incorporada a outra massa de cacau para produção
do chocolate. A partir dessa etapa também começa
haver diferenças em função do tipo de chocolate
a ser fabricado. Para fazer o chocolate amargo,
a massa de cacau, o açúcar e baunilha são
misturados. Para o chocolate ao leite, o leite e
o açúcar são misturados e então misturado com a
massa de cacau, enquanto o branco é feito apenas
com manteiga de cacau, açúcar e leite. Em
seguida, os ingredientes são misturados em um
tanque. |
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Depois de misturados, os chocolates amargo e ao
leite passam pelo mesma etapa de processo, no
caso, a refinação. Nesta etapa a mistura é
pressionada por uma série de cilindros pesados
(cilindros de refinação) que pressionam os
ingredientes até obter uma mistura de flocos
secos finos. Manteiga de cacau e uma pequena
quantidade de agente de emulsão são adicionados
ao floco e então misturadas para formar uma
pasta homogênea pronta para a conchagem. A
conchagem é fase em que a massa recebe nova
adição de manteiga de cacau. Durante essa etapa,
a massa é revolvida continuamente, até se
transformar em um líquido espesso e cremoso,
desenvolvendo o aroma e o sabor que caracterizam
o chocolate. Essa etapa, por ser realizada em
temperatura elevada (60 °C a 80 °C), reduz a
umidade, elimina compostos voláteis indesejados,
equilibra os aromas (incorporação eventual de
baunilha) e dá à emulsão uma textura aveludada.
As conchas, como as máquinas são conhecidos, têm
rolos pesados que movimentam para frente e para
trás a massa de chocolate em um processo que
pode levar de algumas horas a até sete dias. |
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As fases finais da produção são temperagem,
moldagem e revestimento. Na etapa de temperagem
a mistura passa por ciclos de aquecimento e
arrefecimento. Esta etapa é necessária devido à
natureza polimórfica da manteiga de cacau,
assim, o chocolate deve ser pré-cristalizado.
Essa cristalização controlada visa a indução da
formação de cristais estáveis na manteiga de
cacau. Desse modo, a têmpera é responsável por
características de qualidade como dureza e
quebra à temperatura ambiente, rápida e completa
fusão na boca, brilho, contração durante o
desmolde e rápido desprendimento de aroma e
sabor quando consumido. Nessa fase, o chocolate
está quente e líquido e é colocado em uma
têmpera triz para cristalizar, primeiro
reduzindo sua temperatura até o ponto de fusão e
depois elevando a temperatura segundo uma "curva
de cristalização" com três níveis de bem
definidos: as maiores para o amargo, as
intermediárias para ao leite e as menores para o
branco. |
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Em seguida é feita a moldagem, etapa na qual o
chocolate ainda pastoso é colocado em formas
para que adquira o formato desejado. Nas barras
crocantes são adicionados recheios de castanhas,
de amêndoas ou flocos de arroz antes de encherem
as formas. Depois os chocolates são resfriados
até ficarem sólidos e estarem prontos para a
embalagem automática. As formas são geralmente
submetidas a um mecanismo vibratório, que
espalha o chocolate de maneira uniforme, sendo o
resfriamento feito em uma câmara de resfriamento
A última fase, o revestimento, aplica-se apenas
às barras recheadas e aos bombons e consiste em
adicionar camadas de chocolate sobre o chocolate
ou recheio já solidificado. |
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